INFORMÁTICA PARA TODOS Nº 406

Neste Programa:
A Net está a modificar o nosso cérebro!
Afirma Investigador americano
O sucesso do novo iPad3


Para começar, aviso desde já os meus ouvintes que hoje vou fazer uma espécie de papel de advogado do diabo. Sabem com certeza o que isso significa. É apresentar ou defender uma causa que é contrária aquela que estamos normalmente a defender. Isto é, num programa que exalta e divulga os benefícios da Informática e destas novas tecnologias da comunicação, parecer – e insisto parecer – que estou a defender o contrário. Não traria benefícios e seria desvantajosa. Mas considero que interessa analisarmos todos os lados de uma proposta para mais facilmente estarmos preparados. Aconteceu portanto que me chamou a atenção uma entrevista com um especialista em tecnologia, consultor da Enciclopédia Britânica e pertencente à direcção de um grupo de Cloud Computing. Diz então o Senhor Nicholas Carr, que a Internet está a alterar o nosso cérebro. Até aqui, tudo bem. Sabemos que ao longo da história da evolução do homem, vários órgãos e partes do nosso corpo se alteraram para se adaptarem às novas formas de vida. Aliás ele próprio cita isso mesmo no que diz respeito à invenção do Mapa (que nos permitiu deixar de memorizar caminhos), o relógio mecânico que mudou a nossa anterior percepção do tempo, a imprensa e o livro que vieram permitir que o conhecimento ficasse registado em suportes físicos e não na memória dos idosos que o iam passando às sucessivas gerações. Portanto ele afirma que a Net está a reduzir a nossa capacidade de armazenar memórias. É que no caso dos papiros, dos livros, dos jornais, dos próprios discos ou ainda mesmo os CDs para a música, tínhamos necessidade de usar alguma memória para ir procurar este ou aquele livro, este ou aquele jornal para um assunto específico. Ora, diz Nicholas Carr, a Net põe tudo ao nosso alcance, muito economicamente, sem qualquer esforço, como é costume dizer-se, na ponta de um clique. Engloba tudo dentro dela, reforça algumas capacidades visuais, ganha-se rapidez em muito pedaços de informação mas perdemos a capacidade de nos concentrarmos numa única coisa. Ele próprio confessa que a certa altura do seu percurso, notou que ao fim de algumas páginas começou a achar difícil ler um livro ou até um artigo mais longo. E chegados aqui, todos nós sabemos que ultimamente, sobretudo nas camadas mais jovens, perdeu-se muito o hábito da leitura. Procurem-se os jovens casais que começam, como os das anteriores gerações. (falo por mim) a construir a sua biblioteca, uma casa cheia de estantes com livros. Não haverá ou poucos (E agora somos nós a falar). Portanto a sua tese tem algo de verdade. Sabemos que qualquer órgão do corpo humano que abranda a sua utilização normal, deixa de fazer sentido e atrofia-se. Pois bem: que ensinamentos poderemos nós tirar deste estudo que aliás Nicholas Carr efectuou na Universidade de Standfor? Muito simplesmente, temos de tomar consciência de que, como em tudo na vida, há que ter bom senso. A Internet, o Google, a Wikipedia, as redes sociais, tudo isso são conquistas que devemos utilizar. Mas não deixar de todo a leitura de um bom livro, a presença num auditório para um concerto da música que apreciamos, a convivência pessoal com os nossos amigos, as festas convívio, etc. Saber aproveitar as maravilhas do presente e do futuro, sem esquecer os bons frutos do passado. Conservar o prodígio de possuir uma boa memória e não torná-la preguiçosa, como poderá acontecer se exagerarmos em não a utilizar. Cremos ser a conclusão mais correcta que o tal advogado do diabo encontrou para não fugir às suas responsabilidades. E já sabem aceitam-se protestos pelo nosso email.

SEPARADOR:

Num dos programas anteriores, se bem se recordam ou -referindo o assunto que tratámos há momentos atrás – se a memória não vos falha - falámos aqui num dos programas anteriores no entusiasmo pelos novos dispositivos Tablets e até arriscámos a nossa preferência na escolha de um dos modelos. Como devem ter notado, excluímos dessa análise a celebridade da Apple, os iPad. Limitámo-nos ao tablets do sistema Android. Hoje vamos falar então sobre os tablet iPad. Largamente noticiado, o lançamento da versão 3 foi como era de esperar algo de sensacional, como já vem sendo hábito nos dispositivos da Apple. No passado dia 7 de Março, horas antes da Apple abrir as portas já se aglomeravam enormes grupos de pessoas à porta do Yerba Buena Center, em São Francisco, Estados Unidos, a aguardar o início da cerimónia de lançamento do iPad 3. Dias depois foi a apresentação em 10 países do mundo (para principiar) e o entusiasmo foi o mesmo. As reportagens na televisão mostravam o entusiasmo dos adeptos. O iPad 3 tem um ecrã maior e de melhor resolução, gravação de vídeos em HD, processador e gráficos superiores à anterior versão 2, câmara digital de 5 megapixeis, enfim tudo o que os seus adeptos mais desejavam. No entanto a característica 4G para a ligação à Internet já levantou problemas na Austrália pois só funciona nos Estados Unidos e no Canadá. Ao que sabemos, não se registaram protestos por cá. Curiosamente 4 operadoras portuguesas anunciaram quase ao mesmo tempo a disponibilidade 4G que é sobretudo para utilização noutros dispositivos como as respectivas Pen’s. O iPAD 3, 4G, nunca poderá usar essa capacidade em Portugal porque as nossas normas são diferentes e mesmo a velocidade 4G da norma dos Estados Unidos é inferior ou quando muito igual à nossa actual 3G. Quanto às vendas, alguns dias após o lançamento, a Apple anunciou ter vendido 3 milhões de unidades nos Estados Unidos e Canadá e no resto do mundo terá já atingido os 6 milhões. Por cá está praticamente esgotado nas grandes superfícies, aguardando-se nova remessa. É evidente que foram várias as empresas das diversas marcas de acessórios, que vieram a público e colocaram capas e case stands para o iPad3 que como se sabe é ligeiramente maior do que as versões anteriores. Salientamos aqui por exemplo o caso da Targus, fornecedora líder mundial de malas para computadores portáteis e soluções móveis, que anuncia o lançamento da sua nova linha de capas de protecção para o novo iPad. São cinco os novos modelos: Capa VersaVu com a cómoda base rotativa de 360°; VuScape Stand & Cover; Capa Premium Click-In; Capa Click-In e Capa VuComplete. Grande possibilidade de escolha portanto: os modelos apresentam-se modernos, atendendo às conhecidas necessidades de estilo dos seus utilizadores, tanto nos materiais pelos quais são concebidos, como pelas cores. Existem em cinzento grafite, azul céu, cor-de-rosa claro e vermelho clássico. Disponíveis de imediato e desde 14,99 euros com IVA incluído. Também a Hama resolveu vestir o novo iPad com a capa Stripes conferindo ao último grito da tecnologia pessoal, um conjunto de características num só equipamento, protecção contra choques, riscos, sujidade e humidade bem como acesso completo, sem impedimentos, a todas as suas ligações, comandos e a sua nova câmara traseira de 5 megapixeis. Disponível num padrão listado em tons de preto, num material impermeável e antiderrapante para uma óptima sensação ao toque, a capa ajusta-se perfeitamente às dimensões do tablet, mantendo-o ao mesmo tempo seguro e fino. Adicionalmente, a capa Stripes é compatível com as protecções frontais para iPad da Apple (Smart Cover). Na prática, isto significa que é possível remover e juntar a protecção frontal sem ter de remover a capa traseira Está já disponível com um preço aproximado de 24,99 euros. E temos ainda o caso da Case Logic IPV-101, uma solução ideal para colocar o iPad numa bolsa, prendê-la nas costas do banco da frente e… de imediato podemos ter um sistema multimédia com ecrã táctil para quem viaja nos lugares de trás. E a lista continua. Todos a apostarem na nova coqueluche dos tablets para os amantes da Apple: o iPad3. Ficam as indicações.

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